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Governo |
24-03-2026 21:01:41
| Fonte: CIPRA
MINISTRO DO PLANEAMENTO
Capital humano deve ser tratado como activo estratégico nacional
<p>O capital humano deve ser tratado como um activo estratégico nacional, essencial para converter políticas públicas em resultados concretos e recursos em desenvolvimento efectivo, declarou ministro do Planeamento, Victor Hugo Guilherme.</p><p>O governante falava esta terça-feira, 24 de Março, na abertura do fórum “Angola Human Capital at a Glance”, realizado em Luanda, numa promoção do Gabinete de Quadros do Presidente da República.</p><p>Na ocasião, disse que “Angola só realizará plenamente o seu projecto de desenvolvimento se for capaz de mobilizar, qualificar, valorizar e integrar o capital humano na dinâmica concreta da transformação económica e social do país”.</p><p>O ministro afirmou que o futuro do país depende, em larga medida, da capacidade de investir nas pessoas e de alinhar a formação às exigências reais da economia.</p><p>Apesar de reconhecer o papel central do Estado, entende que o desenvolvimento do capital humano não pode ser responsabilidade exclusiva do sector público, pelo que apelou a um maior envolvimento do sector privado, considerando-o um parceiro estratégico, com conhecimento directo das necessidades do mercado de trabalho, das lacunas de competências e dos perfis profissionais mais críticos.</p><p>“Precisamos de empresas que compreendam que a formação de quadros não é apenas uma dimensão acessória da sua responsabilidade social, mas também uma decisão estratégica de sustentabilidade, produtividade e crescimento”, sublinhou.</p><p>O titular da pasta do Planeamento destacou também a importância dos parceiros internacionais de cooperação, incluindo organizações multilaterais e instituições bilaterais, para a implementação de uma agenda alinhada com os objectivos nacionais e globais de desenvolvimento.</p><p>No plano interno, salientou que Angola dispõe de uma população jovem, dinâmica e empreendedora, que representa uma oportunidade estratégica para a construção de uma sociedade mais inclusiva e sustentável. Esse potencial, advertiu, só será plenamente aproveitado com investimentos consistentes em educação, saúde e produção de conhecimento.</p><p>Victor Hugo Guilherme apelou à participação activa de todos os intervenientes e afirmou que o envolvimento na formação de quadros representa não apenas um contributo para o desenvolvimento do país, mas também um investimento directo na competitividade das próprias instituições.</p><p>“Participemos não apenas como observadores ou destinatários de políticas públicas, mas também como agentes de transformação”, disse.</p><p>O fórum “Angola Human Capital at a Glance” surge na sequência da Conferência Nacional sobre o Capital Humano, realizada em Agosto de 2025 e presidida pelo Titular do Poder Executivo, João Lourenço. Teve como foco central a apresentação do catálogo de oportunidades de investimento do Plano de Desenvolvimento do Capital Humano de Angola 2023–2037 (ACH 2023–2037), um documento estratégico para o desenvolvimento do Capital Humano no país, assente na educação, inovação e empreendedorismo.</p><p>De acordo com o director do Gabinete de Quadros do Presidente da República, Edson Barreto, trata-se de um instrumento concebido para aproximar prioridades nacionais, parceiros estratégicos e possibilidades concretas de investimento na qualificação de quadros em Angola.</p><p>Edson Barreto afirmou que Angola precisa da visão estratégica, experiência e capacidade de investimento, sendo essencial uma actuação assente em quatro eixos cruciais, nomeadamente visão estratégica, coordenação intra e intersectorial, continuidade das políticas e, sobretudo, compromisso partilhado entre o governo e os órgãos privados.</p><p>“Precisamos de trabalhar em conjunto para que o talento angolano encontre mais oportunidades, mais qualificação e melhores condições para contribuir activamente para o desenvolvimento nacional”, disse.</p><p>O “Angola Human Capital at a Glance” foi ainda concebido como um momento de mobilização directa e pragmática, para apresentação do portfólio de oportunidades, que incluiu projectos âncora de grande impacto e iniciativas de curta duração, como fundos de apoio a mestrados e doutoramentos.</p><p>O evento, para o sector privado e entidades multilaterais, representou uma oportunidade para fortalecer o posicionamento estratégico e a credibilidade institucional junto de financiadores internacionais, como a International Finance Corporation (IFC), o Banco Africano de Desenvolvimento e o Banco Mundial.</p><p>Com o objectivo de fomentar parcerias de impacto, parceiros internacionais e nacionais de referência, como o Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, a Sociedade Mineira de Catoca, o Banco Mundial e o Banco Africano de Desenvolvimento, partilharam experiências e visões sobre o financiamento e a</p><p>sustentabilidade de projectos focados na qualificação de quadros.</p><p>Durante o evento, foram assinados Memorandos de Entendimento, que simbolizaram a união de esforços entre o Estado e os grandes decisores empresariais, como a Sociedade Mineira de Catoca, para a promoção do talento nacional.</p><p>O evento incluiu, igualmente, menções honrosas a parceiros de referência, como o Banco Mundial, o Banco Africano de Desenvolvimento, o Instituto Camões e a Sociedade Mineira de Catoca.</p>