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Governo |
17-07-2026 10:53:00
| Fonte: CIPRA
CIMEIRA DA ALIANÇA DAS CIVILIZAÇÕES EM LUANDA
ONU e UA realçam papel de Angola na promoção da paz e do diálogo em África
<p>Angola consolidou a sua posição como uma voz respeitada na promoção do diálogo, da mediação e da estabilidade regional, fruto dos esforços desenvolvidos para prevenir conflitos e reforçar a paz em África.</p><p>A afirmação foi proferida pelo subsecretário-Geral e Alto Representante da Aliança das Civilizações das Nações Unidas, Miguel Ángel Moratinos, ao intervir, quinta-feira, em Luanda, em representação do Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, na sessão de abertura da III Edição da Iniciativa da Aliança das Civilizações das Nações Unidas, sob o lema “Um Apelo à Paz, ao Fim das Guerras e ao Respeito pelo Direito Internacional”.</p><p>Segundo o diplomata, o contributo de Angola para a paz ultrapassa hoje as suas fronteiras, como, por exemplo, o diálogo permanente mantido pelo Presidente da República, João Lourenço, com o homólogo da RDC, Félix Tshisekedi.</p><p>O país, acrescentou, transmite um sinal claro de que a paz não representa apenas a ausência de guerra, mas também um espaço de reconciliação, inclusão e construção de um propósito nacional partilhado.</p><p>Miguel Ángel Moratinos defendeu igualmente que o futuro do continente africano dependerá da capacidade de responder aos desafios das desigualdades, dos conflitos e das alterações climáticas através do diálogo, da diplomacia, da boa governação e da confiança mútua.</p><p>“A nossa mensagem continua a ser clara. A guerra não é o destino da humanidade. A paz, sim, é a escolha da humanidade. Permitamos que Luanda seja lembrada como um marco importante do movimento global que recusa aceitar a guerra”, afirmou.</p><p>Durante o seu discurso, reafirmou a importância do direito internacional, lembrando que este não constitui um conceito reservado a juristas ou diplomatas, mas um instrumento essencial para proteger os civis, salvaguardar a dignidade humana e fortalecer a cooperação entre os Estados.</p><p>“Quando o direito internacional é ignorado, a instabilidade cresce. Quando o direito internacional é respeitado, a paz tem maior probabilidade de perdurar. Este não é apenas um apelo à paz, mas um novo compromisso com os princípios e propósitos da Carta das Nações Unidas”, declarou.</p><p>Por sua vez, o Presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, considerou que a escolha de Luanda para acolher a III Edição da Iniciativa da Aliança das Civilizações das Nações Unidas constitui um reconhecimento do papel crescente de África na promoção do diálogo entre os povos, na prevenção de conflitos e na procura de soluções políticas para as crises que afectam o mundo.</p><p>Para o responsável, a realização do encontro na capital angolana reveste-se de um elevado significado simbólico, por representar um país que conhece o custo da guerra e que conseguiu transformar essa experiência num exemplo de reconciliação e estabilidade.</p><p>Segundo Mahmoud Ali Youssouf, Angola demonstra que nenhuma guerra é inevitável quando prevalecem a vontade política e a coragem das lideranças. Salientou ainda que o país soube reconstruir as suas instituições, promover a reconciliação nacional e afirmar-se como um actor reconhecido na mediação, na promoção da estabilidade e na construção da paz no continente.</p><p>O Presidente da Comissão da União Africana enalteceu igualmente o papel desempenhado pelo Presidente da República, João Lourenço, nos esforços regionais de diálogo e de desanuviamento das tensões, sobretudo na região dos Grandes Lagos, considerando Angola um parceiro indispensável para a paz, a estabilidade e a cooperação africana.</p><p>Referindo também ao direito internacional, defendeu que o seu respeito constitui um requisito indispensável para uma paz justa, duradoura e universal, sublinhando que a Carta das Nações Unidas continua a ser o principal alicerce da ordem internacional.</p><p>Mahmoud Ali Youssouf apelou à comunidade internacional para transformar a “Paz de Luanda” num compromisso concreto e duradouro, sustentando que a paz deve deixar de ser apenas uma aspiração para se tornar uma responsabilidade imediata de todos os Estados e de todos os povos.</p>