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Governo |
30-07-2026 17:46:40
| Fonte: CIPRA
LANÇAMENTO DA CAMPANHA “CONSTRUINDO RESILIÊNCIA"
Discurso do Presidente da República
<p>DISCURSO PROFERIDO PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE ANGOLA, JOÃO LOURENÇO, NA CERIMÓNIA DE LANÇAMENTO DA CAMPANHA “CONSTRUINDO RESILIÊNCIA”</p><p>-Suas Excelências Primeiras-Damas Africanas,</p><p>-Excelência Dra Fátima Maada Bio, Primeira-Dama da República da Serra Leoa e Presidente da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD),</p><p>-Excelência Dra. Ana Afonso Dias Lourenço, Primeira-Dama da República de Angola e Vice-Presidente da OAFLAD,</p><p>-Distintos Convidados,</p><p>É com grande satisfação que me dirijo a Vossas Excelências neste evento de lançamento da Campanha “Building Resilience”, momento que aproveito para realçar o grande papel que as Primeiras-Damas de África desempenham, no âmbito da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento, a OAFLAD.</p><p>Permitam-me expressar as minhas mais sinceras felicitações e o meu profundo reconhecimento a esta Organização, pelo notável trabalho de advocacia, liderança e mobilização que vem desenvolvendo em prol de causas que impactam positivamente o continente africano.</p><p>Gostaria de reconhecer, igualmente, a importância das iniciativas de grande relevância concebidas e implementadas pela OAFLAD, com enfoque na transformação social e no desenvolvimento sustentável.</p><p>Estas iniciativas têm contribuído, de forma significativa, para a promoção da igualdade do género, para o empoderamento das mulheres e das jovens e para a melhoria das condições de vida das comunidades mais vulneráveis do nosso continente.</p><p>Através deste trabalho, a OAFLAD reafirma o papel fundamental das Primeiras-Damas Africanas na promoção de políticas e acções que respondem aos desafios sociais que hoje se colocam ao nosso continente.</p><p>A Organização tem prestado, nas últimas duas décadas, um contributo essencial para a construção de uma África mais justa, inclusiva, sustentável e resiliente, para que mulheres de todas as faixas etárias possam participar plenamente no desenvolvimento das suas comunidades e na construção do futuro do continente.</p><p>É importante reconhecer que, ao longo deste tempo, a OAFLAD tem posto em marcha iniciativas de reconhecido mérito na promoção da equidade e do bem-estar das populações africanas, registando conquistas significativas e duradouras, com reflexo directo na melhoria das condições de vida das comunidades mais vulneráveis do nosso continente.</p><p>Entre as suas principais realizações, merece especial destaque a campanha “Somos Todos Iguais”, que se constituiu como uma plataforma estratégica de sensibilização, mobilização e advocacia, unindo diferentes actores em torno de uma causa comum, em que sobressaíram valores fundamentais, nomeadamente os da igualdade, inclusão, justiça social e do respeito pela dignidade da pessoa humana.</p><p>Essa campanha trouxe à luz a grande capacidade da OAFLAD para mobilizar consciências, fortalecer parcerias e impulsionar acções concretas em favor de uma África mais equitativa e inclusiva.</p><p>É neste contexto que se deve considerar que a construção de uma paz sustentável e de uma segurança efectiva em África requer a participação plena, inclusiva e significativa das mulheres em todas as fases dos processos de paz, por serem pilares fundamentais na prevenção, na resolução dos conflitos e no desenvolvimento do continente.</p><p>A este propósito, considero oportuno referir que mereceu um destaque muito especial, na recente Cimeira da Aliança das Civilizações das Nações Unidas, realizada em Luanda sob o lema “Um Apelo à Paz, ao Fim das Guerras e ao Respeito pelo Direito Internacional”, a presença de mulheres, em que ficou patente o seu contributo activo à ideia da necessidade do reforço do diálogo, da tolerância, da compreensão mútua e da coexistência pacífica entre os povos, num contexto internacional marcado pelo recrudescimento de conflitos, de tensões geopolíticas e de crises humanitárias.</p><p>Naquela Cimeira, os participantes vindos de diferentes cantos do mundo reafirmaram o seu compromisso com a construção de uma cultura de paz baseada no multilateralismo, na solidariedade entre as nações e na procura de soluções pacíficas para os desafios que afectam a Humanidade.</p><p>Em Angola, levamos muito a sério as questões relacionadas com a estabilidade e a segurança em África e no mundo e, por esta razão, na nossa agenda nacional, assumem grande prioridade as iniciativas diplomáticas em prol da paz, de que pretendo realçar o 4.º Fórum Pan-africano para a Cultura de Paz e Não-Violência “Bienal de Luanda”, a ter lugar no próximo mês de Outubro, para o qual gostaríamos de poder contar com uma participação expressiva de mulheres africanas.</p><p>A vossa determinação e entrega às causas nobres tem-vos levado a conquistar uma presença cada vez mais expressiva nos diferentes domínios da vida pública e privada de África, contribuindo activamente para a transformação das comunidades, para o fortalecimento das sociedades e para o progresso das nações africanas.</p><p>As mulheres africanas são hoje um pilar essencial do desenvolvimento sustentável das famílias através da sua acção no sector agrário, como protagonistas na agricultura familiar, na produção alimentar e na garantia da segurança alimentar e nutricional das comunidades.</p><p>-Excelências Primeiras-Damas Africanas,</p><p>-Distintos Convidados,</p><p>Ao longo de gerações, as mulheres africanas foram-se impondo nas nossas sociedades como factores de equilíbrio no seio das famílias e das comunidades, de transmissão de valores culturais, éticos e morais e de princípios que orientaram destacadas figuras do nosso continente na condução dos destinos de África.</p><p>Adquiriram, por mérito próprio, o direito inalienável ao seu espaço de intervenção em todos os aspectos da vida social, política e económica das nossas nações e deve-se, por isso, prestar-lhes toda a atenção que merecem, para que possam pôr em evidência as suas valências, habilidades, capacidades intelectuais e técnicas e trabalhar sem constrangimentos em favor da construção de nações prósperas, resilientes e alinhadas com os objectivos do progresso e desenvolvimento.</p><p>É necessário que às mulheres do meio rural e agricultoras africanas, que representam uma parcela muito significativa da força de trabalho no nosso continente, se lhes proporcione maior acesso aos recursos produtivos, ao conhecimento e à capacitação, à inovação tecnológica, ao financiamento e às políticas eficazes de adaptação climática.</p><p>Investir na mulher é reconhecer o seu papel como agente de transformação, de resiliência das comunidades e como promotora da segurança alimentar e nutricional.</p><p>-Excelentíssimas Primeiras-Damas Africanas,</p><p>-Caras Participantes e Convidados,</p><p>Somente num ambiente de paz, de estabilidade e de cooperação, será possível criar as condições necessárias para que mulheres e homens, em plena igualdade, possam enfrentar os desafios globais da actualidade, entre os quais os das alterações climáticas.</p><p>A participação activa das mulheres nesse esforço é essencial para reforçar a resiliência das comunidades, promover um desenvolvimento sustentável e construir um futuro mais inclusivo, seguro e próspero para África, o que leva a República de Angola a posicionar-se a favor das causas defendidas pela OAFLAD, que tem um papel fundamental na promoção do bem-estar das mulheres e raparigas africanas.</p><p>Embora este evento tenha um propósito claramente definido, aproveitamos esta oportunidade para realçar a importância de os governos africanos também contarem com a OAFLAD como parceira na superação de outros desafios que afligem as nossas sociedades, particularmente na luta contra a pobreza, o analfabetismo, o abandono escolar e a gravidez precoce das meninas.</p><p>A República de Angola associa-se aos esforços colectivos de mobilização de recursos, integrando o conjunto das contribuições financeiras destinadas a apoiar a implementação das iniciativas e acções da Organização, no âmbito da Campanha “Construir a Resiliência das Mulheres e Raparigas face às Alterações Climáticas e aos Conflitos”.</p><p>Reafirmamos o nosso compromisso com o desiderato comum de promover a resiliência, a protecção e o empoderamento das mulheres e raparigas africanas.</p><p>Angola vai prestar uma contribuição financeira, num valor já comunicado à Presidência da Organização, destinada a apoiar a execução das iniciativas e actividades previstas no quadro da anunciada Campanha.</p><p>Reitero a nossa convicção de que, através de uma acção conjunta e solidária, será possível construírem-se comunidades mais resilientes, sociedades mais justas e um continente onde todas as mulheres e raparigas possam desenvolver integralmente o seu potencial e contribuir para o desenvolvimento sustentável de África.</p><p>Muito obrigado a todos!</p>