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Governo |
30-07-2026 18:17:16
| Fonte: CIPRA
CAMPANHA CONSTRUIR RESILIÊNCIA
Presidente da República anuncia contribuição financeira de Angola para apoiar a iniciativa da OAFLAD
<p>Angola vai contribuir financeiramente para a Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD), a fim de apoiar as iniciativas da campanha continental denominada “Construir Resiliência para Mulheres e Raparigas: Clima, Conflitos e Futuros Sustentáveis”.</p><p>O anúncio foi feito esta quinta-feira, 30 de Julho, em Luanda, pelo Presidente da República, João Lourenço, durante a cerimónia de lançamento em Angola da campanha continental.</p><p>A iniciativa da OAFLAD tem como objectivo reforçar a capacidade de resposta dos Estados africanos perante os impactos das alterações climáticas, dos conflitos e das crises humanitárias, bem como promover a protecção, participação e o empoderamento das mulheres e raparigas.</p><p>Presidida pela Primeira-Dama da República de Angola e Vice-Presidente da OAFLAD, Ana Dias Lourenço, a campanha sob o lema “Construir Resiliência é Garantir Sustentabilidade para o Futuro, com Participação Inclusiva”, reafirma o compromisso do país com a promoção da igualdade de género, da paz e do desenvolvimento sustentável, através da mobilização de parcerias e da implementação de acções concretas.</p><p>Na sua intervenção, o Presidente da República, que disse ter comunicado o montante da contribuição de Angola à presidência da OAFLAD, reconheceu que esta Organização tem prestado, nas últimas duas décadas, um contributo essencial para a construção de uma África mais justa, inclusiva, sustentável e resiliente.</p><p>Com isso, afirmou, a organização tem permitido que mulheres de todas as faixas etárias participem plenamente no desenvolvimento das suas comunidades e na construção do futuro do continente africano.</p><p>Embora o evento tenha um propósito claramente definido, o Presidente aproveitou a ocasião para salientar a importância de os governos africanos contarem igualmente com a OAFLAD como parceira na superação de outros desafios que afectam as sociedades africanas, nomeadamente o combate à pobreza, ao analfabetismo, ao abandono escolar e à gravidez precoce das raparigas.</p><p>João Lourenço reiterou a convicção de que, através de uma acção conjunta e solidária, será possível construir comunidades mais resilientes, sociedades mais justas e um continente onde todas as mulheres e raparigas possam desenvolver plenamente o seu potencial e contribuir para o desenvolvimento sustentável de África.</p><p>“Reafirmamos o nosso compromisso com o desiderato comum de promover a resiliência, a protecção e o empoderamento das mulheres e raparigas africanas”, afirmou o Chefe de Estado.</p><p>Igualmente, defendeu que as mulheres do meio rural e as agricultoras africanas, que representam uma parcela muito significativa da força de trabalho do continente africano, tenham maior acesso aos recursos produtivos, ao conhecimento, à capacitação, à inovação tecnológica, ao financiamento e a políticas eficazes de adaptação às alterações climáticas.</p><p>“Investir na mulher é reconhecer o seu papel como agente de transformação, de resiliência das comunidades e como promotora da segurança alimentar e nutricional”, sustentou o estadista angolano, referindo também que Angola atribui grande prioridade às questões relacionadas com a estabilidade e a segurança em África e no mundo, razão pela qual inclui na sua agenda nacional iniciativas diplomáticas em prol da paz.</p><p>Como exemplo, João Lourenço falou da realização da 4.ª edição do Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência “Bienal de Luanda”, prevista para o próximo mês de Outubro, e manifestou o desejo de contar com uma participação “expressiva de mulheres africanas”.</p>