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Governo |
21-09-2026 21:33:41
| Fonte: CIPRA
DESDE 1951
Angola está mais vulnerável aos impactos das alterações climáticas
<p>Angola está mais quente desde 1951, com 1,4 graus Celsius, situação que evidencia a crescente vulnerabilidade do país aos impactos das alterações climáticas.</p><p>A informação foi prestada pelo secretário de Estado do Ambiente, Iury Santos, esta segunda-feira, 21 de Outubro, em Luanda, durante a apresentação do programa da 4.ª edição da Bienal de Luanda - Fórum Panafricano para a Cultura de Paz e Não Violência.</p><p>Iury Santos fez menção às alterações nos padrões do clima e da temperatura que já produzem impactos visíveis no país, com destaque para a seca extrema no Sul de Angola e as chuvas intensas, sobretudo no litoral, afectando a economia e, de forma particular, as comunidades mais vulneráveis.</p><p>O secretário de Estado deu a conhecer que os efeitos das alterações climáticas refletem-se igualmente na agricultura e na criação animal.</p><p>No quadro da 4.ª edição da Bienal de Luanda, o responsável anunciou a participação de Angola num dos painéis de discussão, onde serão apresentados os principais desafios climáticos que afectam o país, bem como os compromissos e as medidas adoptadas pelo Executivo.</p><p>Entre as iniciativas em curso, destacou a Estratégia Nacional das Alterações Climáticas, estruturada em cinco pilares, com acções de mitigação e adaptação aos efeitos das alterações climáticas.</p><p>No domínio da mitigação, apontou a expansão das áreas de conservação e a protecção dos ecossistemas, destacando a importância da Torre de Água do Planalto Central, consideradas uma importante fonte de água com impacto a nível regional.</p><p>No domínio da adaptação, o responsável fez referência ao Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola, iniciativa destinada a responder aos impactos da escassez de água e da seca nas comunidades daquela região.</p><p>O secretário de Estado defendeu a necessidade de os países africanos actuarem de forma concertada nas negociações internacionais sobre o clima, de modo a reforçar a sua capacidade de influência nas decisões que afectam o continente.</p><p>“Esperamos que África se una numa só voz, para que possamos elevar a nossa participação nas decisões internacionais”, afirmou e acrescentou que, apesar da participação dos países africanos nas Conferências das Partes (COP), os resultados obtidos ainda ficam aquém das necessidades do continente.</p><p>O responsável considerou um paradoxo climático a reduzida contribuição de África para as emissões globais de gases com efeito de estufa e os elevados impactos que o continente enfrenta.</p><p>“Nós contribuímos menos de quatro por cento para as emissões de gases de efeito de estufa e somos os que mais sofremos”, realçou.</p><p>Neste contexto, defendeu a necessidade de se reforçar a justiça climática, para que as políticas possam efectivamente se reflectir na melhoria da qualidade de vida dos africanos.</p><p>A 4.ª edição da Bienal de Luanda, a ter lugar de 22 a 23 de Outubro, no Palácio de Convenções de Luanda, decorrerá sob o lema “Reforço da Governação da Água em África como Instrumento de Prevenção, Mediação e Resolução de Conflitos”.</p>