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Governo |
29-01-2026 18:16:58
| Fonte: CIPRA
DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO
Parceria público-privada é essencial para dinamizar turismo e diversificar a economia
<p>A parceria entre os sectores público e privado, o alinhamento e a partilha de responsabilidades, são factores essenciais para a construção de um sector de turismo dinâmico, capaz de contribuir, de forma expressiva, para a diversificação da economia e o bem-estar da população.</p><p>A declaração é do ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, feita na abertura do 1.º Conselho Consultivo do Ministério do Turismo, realizado esta quinta-feira 29 de Janeiro, em Luanda.</p><p>Para o ministro de Estado, o turismo é um sector atraente, competitivo e sustentável que depende da qualidade do ecossistema, composto por todas as cadeias de serviços com as quais os turistas têm contacto.</p><p>José de Lima Massano reconheceu que os desafios do sector do turismo ainda são muitos e considerou o Conselho Consultivo um espaço, que assume particular relevância para a partilha de experiências e geração de ideias, que vão transformar o potencial turístico do país em resultados concretos para a economia e para a sociedade.</p><p>Nos últimos anos, referiu, o país tem vindo a registar um crescimento consistente da economia não petrolífera, que já representa mais de 70 por cento do Produto Interno Bruto impulsionado pelos sectores da agricultura, comércio, energia, mineração e serviços.</p><p>O governante destacou a necessidade do país assegurar que os ganhos no crescimento económico impactem mais directa e positivamente a condição de vida dos cidadãos, gerando e distribuindo, de forma sustentável, mais renda às famílias, e promovendo assim uma prosperidade colectiva.</p><p>”Esse é, no final, o objectivo primordial da diversificação da economia. Por isso, o PDN - Plano de Desenvolvimento Nacional, levou-nos também a olhar para o potencial dos recursos naturais, culturais e para a força da nossa história, para identificarmos novas avenidas e oportunidades de desenvolvimento”, sublinhou.</p><p>José de Lima Massano garantiu que o Executivo mantém o seu foco na melhoria contínua do ambiente de negócios, no desenvolvimento do capital humano e das infra-estruturas, na simplificação de processos público-administrativos, na promoção do destino Angola junto de centros tradicionais de decisão turística, na atracção de eventos internacionais de dimensão, na captação de investimento privado para o sector do turístico e no apoio à mobilização de recursos financeiros para os operadores e agentes de turismo.</p><p>Durante o evento, José de Lima Massano, recordou que sector tem um peso de 1,4 por cento no PIB, suportado pelo crescimento do número de turistas internacionais, e informou que se estima que o país tenha registado 205 mil turistas internacionais em 2025, um crescimento de quase 60 por cento comparativamente a 2022.</p><p>“Esta evolução faz-nos crer que as metas estabelecidas para 2050 serão atingidas bem antes do prazo”, frisou.</p><p>O ministro de Estado assinalou ainda que turismo é um sector intensivo em mão de obra, capaz de absorver trabalhadores com diferentes níveis de qualificação e áreas de especialização, característica que lhe confere um papel relevante na integração de jovens e mulheres no mercado de trabalho.</p><p>Por outro lado, afirmou que o turismo estimula o empreendedorismo em áreas como a de alojamento, restauração, serviços de guias, transporte, artesanato, produção alimentar e cultural, e gera um efeito multiplicador significativo na economia.</p><p>Adicionalmente, referiu que o turismo gera incentivos económicos para a preservação e valorização do património cultural e histórico, incluindo a música, dança, artesanato, pintura, reforçando a identidade nacional, bem como promove o desenvolvimento dos principais centros urbanos e das regiões rurais e remotas, com menor densidade industrial.</p><p>“Muitos dos activos turísticos nacionais— como cascatas, parques e reservas naturais - localizam-se nessas regiões, o que estimula o investimento em infra-estruturas, incluindo estradas, abastecimento de água, electricidade e telecomunicações, contribuindo para a redução das desigualdades regionais”, sustentou.</p>