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Notícia
Governo |
27-02-2026 16:19:28
| Fonte: CIPRA
CONSELHO DE MINISTROS
Executivo ajusta diplomas legais para monitorização reforçada do GAFI
<p>O Conselho de Ministros apreciou alterações a duas propostas legislativas que integram um pacote de diplomas a submeter à Assembleia Nacional, no quadro do alinhamento de Angola às exigências de correção estabelecidas pelo Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI).</p><p>A informação foi prestada à imprensa pelo ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Marcy Lopes, esta quinta-feira, 26 de Fevereiro, em Luanda, no final da 2.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, orientada pelo Presidente da República, João Lourenço.</p><p>Segundo o governante, Angola permanece sob monitorização reforçada, também conhecida como lista cinzenta, em que as actividades económicas estão num processo de reverificação acentuada.</p><p>Neste contexto, explicou, uma das principais orientações definidas pelo GAFI passa pela alteração de diversos instrumentos legais, a fim de conformar as práticas do Estado angolano aos padrões internacionais.</p><p>Marcy Lopes esclareceu que os diplomas sofreram alterações pontuais, não profundas, tendo sido objecto das mexidas, aspectos que, ao abrigo do GAFI, não estavam adequados às práticas internacionais.</p><p>“O que fizemos agora, enquanto Governo, foi ajustá-las às regras internacionais e remeter a proposta de lei à Assembleia Nacional para discussão e eventual aprovação final e, deste modo, conseguirmos suprir as deficiências que nos foram apontadas”, disse.</p><p>Dentre os diplomas apreciados consta a Proposta de Lei de Alteração da Lei sobre a Designação e Execução de Actos Jurídicos Internacionais.</p><p>O documento visa introduzir ajustes no regime de implementação de sanções financeiras direccionadas e outras medidas restritivas aplicáveis a pessoas, grupos e entidades designadas, colmatando insuficiências identificadas no âmbito do processo de monitorização reforçada.</p><p>Pretende-se, assim, reforçar a capacidade de resposta do Sistema Nacional de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais, ao Financiamento do Terrorismo e à Proliferação de Armas de Destruição em Massa, em conformidade com as boas práticas nacionais e internacionais.</p><p>Na mesma sessão foi igualmente apreciada a Proposta de Lei de Alteração da Lei sobre a Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais, ao Financiamento do Terrorismo e à Proliferação de Armas de Destruição em Massa.</p><p>O diploma procede a ajustes pontuais de conformação da presente lei, de forma a reforçar a conformidade e efectividade do Sistema Nacional de Prevenção e Repressão do Branqueamento de Capitais, Financiamento do Terrorismo e da Proliferação de Armas de Destruição em Massa.</p><p>O propósito é propiciar o estabelecimento de mecanismos optimizados e cada vez mais alinhados com as boas práticas internacionalmente aceites, potencializando a melhoria do contexto social, económico e financeiro do país.</p><p>O Conselho de Ministros analisou ainda a Proposta de Lei de Autorização Legislativa sobre o Regime Jurídico das Sociedades Gestoras de Participações Sociais, que visa conferir poderes ao Presidente da República, enquanto Titular do Poder Executivo, para criar um enquadramento jurídico próprio que regule o objecto social exclusivo desse tipo de sociedade.</p><p>O diploma também visa regular a forma societária, as operações permitidas vedadas, o regime de supervisão e o regime sancionatório aplicável, promovendo a organização e o fortalecimento dos grupos económicos nacionais, a transparência, a segurança jurídica e a eficiência do tecido empresarial.</p><p>Foi igualmente apreciado o Projecto de Decreto Legislativo Presidencial que aprova o Regime Jurídico das Sociedades Gestoras de Participações Sociais, estabelecendo normas sobre a constituição, funcionamento e supervisão dessas entidades.</p><p>Durante a sessão, o Conselho apreciou ainda a Proposta de Programa Legislativo do Executivo para o Ano 2026, que visa assegurar a harmonia entre as políticas e a produção legislativa, garantir o planeamento, a previsibilidade e a legalidade na acção governativa, reforçar a articulação institucional a nível do Executivo e a coordenação com órgãos afins e fortalecer a eficácia e a transparência institucional.</p><p>Foi, igualmente, analisado o Calendário dos Principais Eventos Institucionais que terão lugar no país no ano em curso, com a finalidade de garantir a adequada coordenação da acção governativa, conferir previsibilidade na execução da despesa pública correspondente e criar sinergias intersectoriais na organização dos eventos.</p>