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Governo |
19-10-2026 21:07:56
| Fonte: CIPRA
DECLARAÇÕES À IMPRENSA
Presidente da República da Namíbia
<p>“ Muito obrigada, Excelência João Manuel Gonçalves Lourenço;</p><p>Órgãos de Imprensa;</p><p>Nós acabámos de testemunhar a assinatura de oito instrumentos jurídicos que assinalam a bem-sucedida conclusão da sessão inaugural da Comissão Binacional Angola-Namíbia, tal como Sua Excelência Presidente Lourenço acabou de mencionar sobre os resultados da nossa cimeira. E eu estou de pleno acordo.</p><p>O que fizemos não é apenas a implementação das nossas agendas de desenvolvimento nacional, mas estamos também a olhar para a Agenda da União Africana 2063, que é o roteiro de desenvolvimento para o continente africano, onde dizemos que, até ao ano 2063, a África se deve tornar um continente industrializado.</p><p>Isso deve ser feito com base em projectos de Estados-membros individuais, tanto a nível dos respectivos países, quanto das sub-regiões. Por isso, o nosso foco, como foi mencionado pelo Presidente Lourenço, sobre os grandes capacitadores de desenvolvimento, nomeadamente energia e água, é abraçar melhor as nossas áreas prioritárias de desenvolvimento.</p><p>Por exemplo, na Namíbia, falamos sobre agricultura, falamos sobre desporto, falamos da educação, falamos da saúde e falamos da habitação, desenvolvimento de infra-estrutura e logística.</p><p>Tudo isso só pode ser implementado se tivermos energia suficiente e tivermos água. Como dizemos na Namíbia, ”água é vida”. Por isso, se os nossos dois países puderem tomar passos importantes nesses dois sectores estratégicos, definitivamente seremos capazes de servir melhor os nossos povos, seremos capazes de dar o nosso contributo para a realização da Agenda 2063 da União Africana.</p><p>Também acreditamos no papel do sector privado como parte integrante da nossa agenda de desenvolvimento. Por isso, esta tarde, teremos a oportunidade de interagir com as nossas comunidades empresariais, se estamos a falar de valor acrescentado e a beneficiação dos recursos naturais. E, claro, é o sector privado que deve desempenhar aquele papel, enquanto nós, como governos, temos o dever de criar o ambiente propício.</p><p>Os instrumentos que nós assinámos hoje e dias anteriores, e aqueles que assinaremos a posterior, à medida que as necessidades o exigirem, visarão criar este ambiente conducente, para que os nossos cidadãos possam desempenhar o seu papel no desenvolvimento.</p><p>Com certeza que a Refinaria do Lobito é parte deste valor acrescentado, porque a exportação de petróleo bruto é a exportação de emprego para outros países. Em alguns momentos, tinha havido especulações se a Namíbia tinha petróleo ou não.</p><p>Desenvolvemos a nossa lei petrolífera nos primórdios da nossa Independência, assumindo que teríamos petróleo. Hoje, já não estamos a presumir, é uma realidade. E, por isso, quando nos foi dito que há petróleo na Namíbia, a primeira paragem nossa foi Angola, para que pudéssemos aprender mais, porque tem uma experiência e continuaremos a aprender e a trabalhar juntos.</p><p>O êxito desta Comissão Binacional é um roteiro para nós. E apelamos aos nossos funcionários, aos nossos ministros, a garantirem a implementação atempada e cabal de todos os acordos assinados hoje, como aqueles que já estão em fase de implementação.</p><p>Queremos que todos os cidadãos dos nossos dois países se possam familiarizar com os programas, para que possam apoiar a sua implementação daqui em diante.</p><p>Ao concluir, em nome da minha delegação, gostaria, mais uma vez, de forma sincera, agradecer ao Presidente Lourenço pelo convite que me foi endereçado, à minha delegação, assim como pela realização bem-sucedida da nossa Comissão Binacional, que foi possibilitada pelas condições colocadas à nossa disposição.</p><p>Daqui, Excelência, nós temos responsabilidade de pedir aos nossos ministros que sejam responsáveis, no sentido de garantirem a implementação para o melhor interesse dos nossos dois povos, da nossa região da SADC e da África no geral”</p>