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Governo |
20-10-2026 20:25:44
| Fonte: CIPRA
ANGOLA E NAMÍBIA
Posto fronteiriço de paragem única vai impulsionar investimentos e oferta de bens e serviços
<p>A assinatura do Acordo Bilateral para o Estabelecimento e a Implementação do Posto Fronteiriço de Paragem Única entre Oshikango (Namíbia) e Santa Clara (Angola) vai impulsionar o investimento, a criação de emprego e a oferta de bens e serviços.<br><br>A afirmação foi feita pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, esta segunda-feira, 19 de Outubro, em Luanda, durante o encerramento do Fórum Económico Angola-Namíbia.<br><br>O governante angolano destacou o facto de a implementação do acordo acontecer num contexto marcado pela adesão do país ao mercado comum regional e pela aceitação do Kwanza no sistema de pagamentos da SADC.<br><br>Perante a Presidente namibiana, Netumbo Nandi-Ndaitwah, José de Lima Massano assegurou que o Executivo angolano, conforme já transmitido pelo Presidente da República, João Lourenço, continuará a prestar o apoio necessário para potenciar a cooperação económica e financeira entre Angola e a Namíbia.<br><br>De acordo com o ministro de Estado, o crescimento sustentável exige estabilidade macroeconómica, investimento produtivo, empresas competitivas, infra-estruturas eficientes e capacidade de transformar recursos naturais em bens de valor acrescentado, contribuindo para o bem-estar social.<br><br>À classe empresarial, José de Lima Massano disse que Angola tem vindo a dar passos determinantes no seu percurso de desenvolvimento e que a base da economia nacional é hoje mais ampla, tendo o sector não petrolífero a representar cerca de 85 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).<br><br>Para potenciar o sector empresarial privado e melhorar as condições de transparência, concorrência e protecção do investimento, o ministro de Estado explicou que o Executivo desencadeou um amplo Programa de Privatizações, no âmbito do qual cerca de 100 empresas passaram para o domínio privado ou abriram o seu capital.<br><br>No domínio financeiro, José de Lima Massano referiu que a legislação angolana foi ajustada aos padrões de referência internacionais e que, no sector cambial, foram eliminados procedimentos administrativos que condicionavam a entrada e a saída de capitais.<br><br>O mercado de acções se tornou uma realidade, contando actualmente com seis empresas cotadas, o que contribui para o aprofundamento do mercado financeiro nacional, segundo José de Lima Massano.<br><br>Igualmente, salientou os investimentos em infra-estruturas de apoio à actividade económica, destacando a modernização dos portos e aeroportos e a expansão da rede rodoviária, que permite ligar diferentes regiões do país.<br><br>No sector da Energia, indicou que cerca de 70 por cento das zonas urbanas têm acesso à electricidade da rede pública e que o país está também a aumentar significativamente a produção de água, inclusive para atenuar os efeitos da seca no Sul de Angola.<br><br>De acordo com o ministro de Estado, estas e outras iniciativas têm contribuído para dinamizar o tecido empresarial angolano.<br><br>José de Lima Massano manifestou o desejo de que o Fórum Económico Angola-Namíbia represente, efectivamente, um marco na afirmação de novas parcerias empresariais e na construção de uma prosperidade partilhada entre os dois povos.<br><br>No segundo trimestre deste ano, a economia registou um crescimento de cerca de 8,74 por cento em relação ao período homólogo, enquanto o sector não petrolífero cresceu 9,24 por cento.</p>