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Governo |
01-04-2026 16:19:56
| Fonte: CIPRA
FACILITAÇÃO DE FLUXOS FINANCEIROS
Bancos angolanos dialogam com Banco Central congolês para obtenção de licenças de operação
<p>Instituições bancárias angolanas já iniciaram contactos com o banco central congolês, com vista à obtenção de licenças de operação, um processo destinado a facilitar os fluxos financeiros, apoiar o comércio e o investimento entre os dois países.</p><p>A informação foi avançada esta quarta-feira, 1 de Abril, pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, na abertura do 3.º Fórum Económico RDC–Angola, em Kinshasa, que decorre sob o lema “Integração Sub-regional e Desenvolvimento do Comércio Fronteiriço”.</p><p>O ministro de Estado reafirmou a aposta do Governo angolano no aprofundamento da integração económica e apelou aos empresários e investidores de Angola e da RDC para transformarem o potencial económico comum em projectos concretos.</p><p>José de Lima Massano salientou que Angola e a RDC representam um mercado conjunto de cerca de 170 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto combinado estimado em 190 mil milhões de dólares.</p><p>Apesar disso, observou que o comércio formal bilateral permanece aquém do potencial, situando-se em cerca de 600 milhões de dólares anuais, contrastando com o elevado volume de transacções informais ao longo de uma fronteira comum de aproximadamente 2.500 quilómetros.</p><p>Entre os avanços concretos, o ministro de Estado destacou a entrada em funcionamento do Posto Fronteiriço do Luvo, uma infra-estrutura moderna destinada a melhorar o controlo, a segurança e a formalização das trocas comerciais.</p><p>O governante disse haver intenção de se replicar este modelo noutros pontos fronteiriços com elevada intensidade económica.</p><p>José de Lima Massano assinalou igualmente os os progressos no Corredor do Lobito, incluindo a criação de mecanismos institucionais para facilitar o transporte e o trânsito de mercadorias entre Angola, RDC e a Zâmbia, reforçando a integração logística regional.</p><p>Reconhecendo os desafios ainda existentes, o ministro reafirmou a determinação política de ambos os países em superar constrangimentos e aprofundar a cooperação económica.</p><p>Para José de Lima Massano, os temas em debate no fórum reflectem a vontade comum de diversificar e estruturar a relação bilateral.</p><p>O responsável manifestou confiança de que o encontro permitirá identificar soluções concretas para tornar a cooperação mais dinâmica, inclusiva e sustentável, incentivando a criação de novas parcerias empresariais e projectos conjuntos.</p><p>No plano interno, o ministro de Estado referiu que Angola tem vindo a implementar um conjunto consistente de reformas macroeconómicas, com impacto positivo na estabilização da economia e na melhoria do ambiente de negócios. Como resultado, destacou, o sector não petrolífero cresceu acima de 5% nos últimos dois anos, o desempenho mais robusto da última década, evidenciando uma maior diversificação da economia.</p><p>José de Lima Massano Indicou igualmente que a inflação tem vindo a desacelerar de forma progressiva, aproximando-se da meta de um dígito, enquanto as reservas internacionais líquidas estão estimadas em cerca de 15,3 mil milhões de dólares, equivalente a 7,4 meses de cobertura de importações de bens e serviços.</p><p>No que respeita ao investimento público, o governante referiu-se aos esforços em curso para a expansão e modernização de infra-estruturas, redes energéticas, estradas, caminhos-de-ferro e aeroportos, com vista ao reforço da capacidade logística e produtiva do país.</p><p>A nível da região, considerou favoráveis iniciativas promovidas pela Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, Comunidade Económica dos Estados da África Central e pela Zona de Livre Comércio Continental Africana, que contribuem para a redução de barreiras comerciais, maior previsibilidade jurídica e estímulo ao investimento privado.</p><p>O 3.º Fórum Económico RDC-Angola, que encerra amanhã, congrega cerca de 400 participantes, entre representantes governamentais, instituições financeiras e empresários dos dois países, e conta com uma exposição de produtos e serviços, na qual Angola participa com 17 expositores.</p><p>A agenda contempla sessões institucionais, painéis temáticos, encontros sectoriais (energia, indústria, transportes, logística, pescas e finanças) e reuniões de negócios entre empresários dos dois países, com expectativa de resultados concretos para o reforço do diálogo institucional, assinatura de acordos, memorandos empresariais e incremento do comércio formal transfronteiriço.</p>